Dinâmica para célula pequena não é dinâmica comum adaptada para menos gente. Com 4 ou 5 pessoas não dá para dividir em equipes, não dá para votar e ninguém consegue se esconder atrás do grupo. As 6 abaixo foram criadas para esse tamanho, com o tempo e o material de cada uma.
Quer guardar as 6 dinâmicas? A gente te manda um PDF por e-mail, sem custo e sem conversa comercial.
Quero as dinâmicasMonte o círculo com uma cadeira sobrando, sem explicar por quê. Deixe que reparem.
Quando alguém perguntar da cadeira vazia, ou depois de todos se sentarem, explique que ela representa quem ficou na outra célula. Peça que cada um diga uma coisa que aprendeu com alguém que não está mais ali. Comece você, para marcar o tempo e o tom.
O grupo diminuiu de tamanho e não de história. O que aquelas pessoas ensinaram continua sentado ali, em cada um.
Na história do banquete, o servo volta e diz ao dono que fez tudo o que foi mandado, e completa: “ainda há lugar”. O dono responde mandando ele sair de novo às estradas para que a casa fique cheia (Lucas 14.22-23, NVI). A cadeira vazia é o “ainda há lugar”.
Momento de oração. Cada pessoa ora por um amigo, pelo nome, pedindo que Deus prepare o coração dele para quando o convite chegar. A cadeira deixa de ser a de quem saiu e passa a ser a de quem ainda vai sentar nela.
Escreva uma função de podcast em cada pedaço de papel, sem escrever mais nada. Prepare um papel a mais do que o número de pessoas presentes.
| No podcast | Na célula |
|---|---|
| Apresentador | quem conduz a reunião |
| Co-apresentador | quem assume quando o apresentador não pode |
| Quem recebe o convidado | quem cuida de quem chega pela primeira vez |
| Pauteiro, que escolhe o assunto e prepara as perguntas | quem prepara o quebra-gelo |
| Operador de som e trilha | quem cuida do louvor |
| Produtor, que resolve o que falta | quem resolve a casa, o lanche, a cadeira que falta |
| Editor, que corta o que sobra e controla o tempo | quem controla o tempo e lembra os avisos |
| Quem divulga e chama a audiência | quem convida e cuida do grupo de mensagens |
Diga que o grupo vai montar um podcast. Espalhe os papéis na mesa e leia as funções em voz alta.
A pergunta não é quem quer. É quem aqui tem o perfil para cada uma. E ninguém se indica: cada pessoa é indicada pelos outros. Vão aparecer frases como “o Léo tem que ser o apresentador, ele conversa com qualquer um” e “a Duda é a produtora, ela lembra de tudo”. Deixe discutirem, isso é a dinâmica acontecendo.
Quando cada função tiver um nome, coloque o papel na frente da pessoa indicada.
Agora vire o jogo. Diga que o podcast já existe e que ele acontece toda quinta à noite. Vá função por função, sem usar cargo nenhum, na ordem da tabela lá de cima.
O grupo não recebeu função de ninguém. O grupo reconheceu sozinho o que cada um já é, e só depois descobriu que aquilo tinha nome.
Jetro olha Moisés julgando o povo sozinho, do amanhecer ao anoitecer, e diz que aquilo não para de pé: “você e essas pessoas vão acabar se esgotando. O trabalho é pesado demais para você; não é possível realizá-lo sozinho.” A saída que ele dá é repartir a coisa entre chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez (Êxodo 18.17-18 e 21-22, NVI).
É o texto mais antigo que existe sobre delegar, e quase ninguém o usa numa dinâmica de célula.
Momento de oração, cada um pela função que os outros enxergaram nele. Depois, pergunte sem cobrar resposta imediata: quem topa segurar a sua função na próxima reunião? Quem disser que não, continua com o papel na mão, e ninguém insiste.
E o papel que sobrou não se preenche. Ele fica na mesa, junto da cadeira vazia da dinâmica anterior, esperando quem ainda vai chegar.
Diga que o grupo acabou de se mudar de casa. Todo mundo morava na mesma casa, e agora mora nesta.
Cada um escreve num papel duas coisas que quer levar da casa antiga e uma caixa que quer deixar no caminhão sem abrir. Combine antes, em voz alta, que caixa é costume da reunião e nunca pessoa. Leiam todos os papéis. Escolham juntos duas coisas que ficam e uma que não vem.
Mudar de casa não é começar do zero, é escolher o que cabe. E o que o grupo decide deixar diz tanto sobre ele quanto o que decide levar.
Ao atravessar o Jordão, o povo tira 12 pedras do leito do rio e carrega para o outro lado, de propósito, para que no futuro, quando os filhos perguntarem “que significam estas pedras?”, alguém tenha o que contar (Josué 4.6-7, NVI).
Eles não levaram o rio. Levaram 12 pedras escolhidas.
Momento de oração pela casa antiga, citando pelo nome quem ficou lá. Escrevam num papel as duas coisas que vieram e pendurem onde o grupo se reúne. É o primeiro acordo desse grupo, e não foi o líder que fez.
Faça uma pergunta leve e, na mesma rodada, uma que peça um pouco mais. Por exemplo: qual foi a melhor coisa da sua semana, e qual foi a mais difícil. Cada um responde as duas antes de passar a vez.
Quase toda conversa da nossa semana para na primeira resposta. Alguém pergunta como você está, você diz que está tudo bem, e os dois seguem em frente. A segunda pergunta é o que separa conhecer uma pessoa de saber o nome dela. E ela não custa dinheiro nem preparo, custa só a disposição de ficar mais um minuto ouvindo.
Bartimeu está sentado à beira do caminho, cego, gritando por misericórdia. Jesus manda chamá-lo e faz uma pergunta que parece completamente desnecessária: “que você quer que eu lhe faça?” (Marcos 10.51, NVI).
Era óbvio. Ele perguntou assim mesmo. E a resposta que veio foi do homem, não do diagnóstico que todo mundo em volta já tinha feito por ele.
Momento de oração em que ninguém ora por si mesmo. Cada um ora pela segunda resposta do vizinho, a difícil, usando as palavras que a pessoa usou.
Grupo grande não tem tempo para a segunda pergunta, e é por isso que a maioria dos líderes nunca fez uma. Com 5 pessoas o tempo sobra. Não gaste a rodada inteira tentando animar o grupo, porque é na segunda resposta que a reunião acontece.
Peça que cada um escreva 5 nomes de pessoas com quem convive e que não estão em célula nenhuma. Ninguém precisa mostrar a lista. Depois, peça que cada um escolha um nome da própria lista e conte ao grupo por que pensou naquela pessoa.
Ninguém tem tarefa de convencer ninguém. A tarefa da noite foi lembrar que as pessoas existem e colocar um nome na boca de mais alguém.
Filipe encontra Natanael e chama. Natanael responde com desdém: “de Nazaré pode vir alguma coisa boa?”. Filipe não discute, não argumenta e não defende ninguém. Só responde: “venha e veja” (João 1.45-46, NVI).
A tarefa dele não era convencer.
Momento de oração em que cada um escolhe por qual dos nomes que ouviu quer orar, e diz em uma frase por que escolheu aquele antes de começar a orar.
Duas regras, ditas antes: ninguém escolhe o próprio nome, e cada nome recebe uma oração só. Assim nenhum nome fica sem ninguém.
Quem escolhe por último vai ter quase nenhuma opção, e não tem como evitar isso. Diga em voz alta que é assim, para a última pessoa não achar que ficou com sobra. E, se por acaso restar só o próprio nome para ela, ela troca com quem escolheu antes. Leva 5 segundos e o grupo ri.
Comece a escolha por uma pessoa diferente a cada vez que rodar esta dinâmica, para não ser sempre o mesmo sem escolha.
Durante a semana acontecem duas coisas. Cada um manda uma mensagem para o nome que trouxe, sem convite nenhum, só perguntando como a pessoa está. E cada um pergunta ao participante por quem orou se ele já falou com a pessoa dele.
Ninguém cobra ninguém, e mesmo assim todo mundo é lembrado.
Durante a semana, lembre o grupo uma vez só, no grupo de mensagens, sem cobrar resposta e sem citar nome de ninguém. Uma frase basta: quem já mandou mensagem para o nome pelo qual orou?
Lembrar é função de quem conduz. Cobrar é o que faz o grupo parar de responder.
O motivo da escolha costuma dizer mais sobre quem escolheu do que sobre quem foi escolhido. Alguém diz “escolhi o amigo da Bia porque eu também tenho um irmão que parou de vir”, e o grupo acabou de descobrir uma coisa importante sobre essa pessoa sem ninguém ter perguntado nada a ela.
Por isso o motivo é dito antes da oração, e não depois.
Uma regra dita antes de começar: só entra o que você admira na pessoa. E ninguém corrige o que falaram dele, nem responde na hora.
Pergunte ao grupo: se uma pessoa viesse aqui uma vez só, e depois alguém perguntasse a ela como cada um de nós é, o que ela responderia?
Cada um responde sobre a pessoa que está à sua esquerda, em uma frase, no jeito que o visitante diria. “Ele é o que faz todo mundo rir.” “Ela é a que organiza tudo.” “Ele é o que chega e já pergunta como você está.” Na chamada on-line, quem conduz diz a ordem das duplas.
Quando a roda fechar, vire o jogo. Diga mais ou menos assim: vocês acabaram de ouvir como vocês aparecem aqui dentro. Agora a pergunta é para dentro, e ninguém precisa responder em voz alta: o que falaram de você é você mesmo, ou é o papel que você faz nesta sala?
Dê um minuto de silêncio de verdade. Depois, quem quiser fala. Quem não quiser, não fala, e quem conduz não insiste nem fica olhando para ninguém esperando.
Quase todo mundo faz um papel em algum grupo. Não porque seja falso, mas porque foi assim que a pessoa encontrou um lugar ali dentro. Fazer um papel não é o problema. O problema é quando ele fica tão confortável que você não consegue mais aparecer de outro jeito, nem no dia em que precisa muito.
Em Antioquia, Pedro comia junto com os gentios. Quando chegaram uns homens vindos de Jerusalém, ele se afastou e passou a comer separado, com medo do que iriam pensar dele. Paulo o confronta e chama aquilo de hipocrisia (Gálatas 2.11-13, NVI).
A palavra usada ali, no original, é a palavra de ator de teatro: quem representa um papel diante de uma plateia. Pedro não mudou de convicção. Mudou de plateia.
Uma ressalva para quem conduz: no texto o confronto é público, e nesta dinâmica ele não é, de propósito. A passagem mostra o problema, não o método.
Momento de oração. Cada um ora pela pessoa que descreveu, agradecendo em voz alta pela coisa que enxergou nela. E pede, em silêncio e sem contar a ninguém, uma coisa que gostaria de conseguir ser neste grupo além do papel que faz.
Ninguém larga um papel dentro de uma roda de 12 pessoas. Larga numa conversa de dois.
Então faça o convite uma vez, sem insistir e sem chamar ninguém pelo nome: quem reconheceu em si uma faceta que aparece fora daqui, ou nas horas difíceis, e que este grupo não conhece, marca uma conversa. Com você, ou com outra pessoa do grupo que ela mesma escolher.
Três coisas seguram esse convite de pé.
E uma coisa precisa estar clara antes de você abrir essa porta. Pode aparecer nessa conversa alguma coisa que você não tem preparo para carregar sozinho. Quando aparecer, diga isso à pessoa na hora, com franqueza, e leve junto com ela a quem cuida de você na igreja. Nunca por trás dela.
Duas coisas seguram esta dinâmica de pé.
A primeira é a regra de só dizer o que se admira. “Ele é muito sério” dito em voz alta sobre alguém que já se sente de fora machuca, e é o mesmo erro de colar um rótulo na testa de uma pessoa. E a virada funciona igual ou melhor com descrição boa: todo mundo te acha o engraçado, mas você é engraçado, ou é o que você faz aqui para não ter que ser outra coisa?
A segunda é que a virada é pergunta para dentro. Admitir em voz alta que se faz um papel é confissão, e confissão arrancada na frente de 12 pessoas é o contrário de cuidado.
Três coisas mudam, e a primeira é a que mais atrapalha.
Metade das dinâmicas que existem na internet pressupõe 12 pessoas. Elas pedem duas equipes, votação, alguém que fica de fora observando. Com 5, simplesmente não rodam.
Sobra tempo. Numa roda de 12, cada pessoa fala uma vez e a noite acaba. Com 5, dá para fazer a segunda pergunta, e é quase sempre nela que a conversa de verdade começa.
E se o grupo ficou pequeno porque multiplicou, tem uma camada que ninguém trata: metade das pessoas ali acabou de ser separada de gente que amava. Ignorar isso e abrir com brincadeira animada é o jeito mais rápido de a noite não funcionar. Sobre essa fase, vale ouvir o episódio do podcast sobre multiplicação de células.
A mesma dinâmica entrega entrosamento num grupo e machuca no outro. O que decide não é o tamanho e não é a idade da célula. Uma célula de 3 anos pode ter gente que nunca conversou fora da reunião, e uma recém-multiplicada pode ter 5 pessoas que já passaram por muita coisa juntas.
Fora dessa régua fica uma situação: a célula que acabou de multiplicar. Não é um momento de maturidade, é um evento, e o grupo recém-multiplicado pode estar em qualquer um dos 3 abaixo. As dinâmicas 1 e 3 foram feitas para esse evento, e por isso funcionam em qualquer nível de entrosamento.
Tem visitante, e tem gente que não sabe o sobrenome do outro. Aqui a banalidade é o que protege: pergunta leve, resposta curta, ninguém exposto. Nesta página, a dinâmica 5.
As pessoas se conhecem e se procuram fora da reunião. Pergunta pessoal funciona, e o grupo aguenta uma dinâmica que peça um pouco mais de cada um. Confronto ainda não. Nesta página, as dinâmicas 2 e 4.
Já passaram por coisa junto. Aguentam desconforto de propósito, impacto emocional e uma pergunta que incomoda. Nesta página, a dinâmica 6.
Quase todo líder superestima o próprio grupo, e por um motivo específico: ele conhece todo mundo, então assume que todo mundo se conhece. Ele fala com cada um durante a semana e projeta isso na sala.
Três perguntas resolvem isso em 30 segundos, e nenhuma delas pede que você avalie a espiritualidade de ninguém.
O teste devolve um destes três momentos, nunca “recém-multiplicado”. Essa marca não é um quarto momento, é um evento que você sabe que aconteceu, sem precisar de teste.
Qualquer uma que não dependa de dividir o grupo em equipes nem de alguém ficar de fora observando. Com 4 ou 5 pessoas funcionam bem as que passam de um em um, as que usam objeto na mão e as que fazem cada pessoa falar sobre outra. As 6 desta página foram escolhidas por isso.
Diminuir depois de multiplicar é aritmética, não é sintoma. O número não diz se o grupo vai bem. O que diz é se as pessoas estão sendo cuidadas e se alguém novo está assumindo parte da reunião. Um grupo de 5 com 4 pessoas envolvidas está mais saudável que um de 30 com uma só.
3 já bastam para a maioria. O que muda com grupo pequeno não é a possibilidade, é o tipo: some a competição entre equipes e entra a conversa. Com poucas pessoas ninguém passa a vez sem ser notado, então vale combinar antes que quem não quiser responder pode dizer que passa.
A maioria das boas não usa material nenhum. Uma pergunta bem escolhida, um objeto que alguém já tem no bolso, o que está em cima da mesa ou o próprio silêncio do grupo resolvem a noite. Nesta página, 2 das 6 não pedem nada, e as outras pedem papel e caneta.
Quer guardar as 6 dinâmicas? A gente te manda um PDF por e-mail, sem custo e sem conversa comercial.
Quero as dinâmicas