sobre o célula.in

Não começou como empresa. Começou como presente.

Resumo

O célula.in é um aplicativo de gestão para igrejas que acreditam na visão celular. Nasceu em 2011, na Igreja Batista Central de Belo Horizonte, da insatisfação de dois dos seus membros: Fabrício Tavares e André Gonzaga.

Eles tiveram a ideia de construir a ferramenta e contaram com o apoio do pastor Roberto Bottrel, que liderava a rede de jovens. Em agosto de 2014, a Central começou a usar o aplicativo.

Na conferência anual de células da Central, outras igrejas viram a ferramenta funcionando e quiseram o mesmo. Foi depois deste momento que a Célula Software nasceu e que o Alexander passou a fazer parte da equipe.

Antes do célula.in, tinha uma secretaria sobrecarregada

O Alexander foi trabalhar na secretaria de células da Central quando a igreja já passava das 500 células. Planilha não existia mais, porém, o sistema usado era do começo dos anos 2000.

O problema não era a tela feia. Era o que aquele sistema obrigava.

Quase tudo que acontecia de forma orgânica no pequeno grupo parava no horário de trabalho dos funcionários.

Multiplicar célula, trocar um grupo de supervisão, recuperar senha, fechar grupo, tudo dava problema ou dependia da secretaria da igreja.

Uma igreja em células é dinâmica. Alguém decide por Cristo numa quinta à noite, um grupo cresce e precisa multiplicar, um participante começa a faltar e alguém precisa perceber.

Quando o sistema da igreja não acompanha esse ritmo, ele deixa de ajudar e passa a limitar a igreja.

Dois líderes. A mesma reação.

Na outra ponta, o André entrou como líder de célula, abriu o sistema para lançar a frequência da semana e não acreditou no que viu. Marcou uma conversa com o pastor Roberto Bottrel, que liderava a rede. “Eu sou da área. Nada mais justo do que tentar ajudar.”

O Fabrício chegou no mesmo lugar por outro caminho. Também liderava célula, também tinha travado no mesmo sistema. Cutucou o André no meio de um culto e perguntou se ele não queria sentar e construir uma ferramenta nova para dar de presente para a igreja.

O André já estava conversando com o Roberto havia três semanas. Pessoas da mesma igreja, com ideias similares, mas as pontas ainda estavam soltas.

O encontro

Em 2011, num encontro que o Fabrício situa em setembro, André e Fabrício sentaram no gabinete pastoral do Roberto. Do outro lado da mesma dor estava a secretaria, que já sonhava com a mesma coisa.

Ali juntaram três olhares que quase nunca se encontram: o administrativo, que carregava o processo no braço, o pastoral, que queria enxergar as células que liderava, e a liderança de célula, que queria registrar a vida do grupo sem depender de ninguém.

“O cordão de três dobras não se rompe com facilidade” (Eclesiastes 4.12, NVI).

Por mais de um ano o projeto não teve nome. Ele apareceu numa conversa na sala do Roberto: célula.in, a ideia de estar in célula, dentro da célula. O domínio foi registrado em novembro de 2012, e o desenvolvimento começou no começo de 2013, em noites e fins de semana. Em agosto de 2014, a Central começou a usar.

Por que aquilo virou empresa

A ideia nunca foi vender. Era entregar a ferramenta para a igreja e abrir o código, para que qualquer igreja pudesse usar e melhorar o que já estava feito.

As referências eram sistemas open source, com gente espalhada, cada uma contribuindo com um pedaço, e um produto bom saindo daí.

Um detalhe derrubou o plano.

Software que não recebe manutenção morre, ou pior, engessa quem depende dele. E código aberto só resolve para quem tem alguém capaz de cuidar do código.

A maioria das igrejas do Brasil não tem, e não vai ter uma equipe de desenvolvedores. A missão da igreja não é essa.

Foi aí que a conta virou. Se o objetivo era alcançar igrejas de verdade, não bastava entregar o que a gente tinha construído. Era preciso alguém para manter aquilo de pé, ano após ano, corrigindo, melhorando e atendendo.

A Célula Software nasceu para isso, em fevereiro de 2015, seis meses depois de a Central começar a usar o aplicativo.

O comercial veio da necessidade das igrejas, não da ambição da empresa.

O compromisso que ficou de lá para cá

A igreja não fica na mão. Esse foi o combinado no começo e continua sendo.

Se algo inesperado acontecer, a Célula Software buscará uma solução para que nenhuma igreja fique sem a ferramenta que ajuda a cuidar ainda melhor das pessoas.

Duas coisas que já são verdade hoje:

  • Os dados são da igreja. Todos, a qualquer momento, sem precisar pedir por favor.
  • A API é a mesma que a gente usa. A API pública do célula.in é exatamente aquela com que construímos o aplicativo. A igreja que quiser desenvolver alguma coisa em cima do célula.in não depende de acesso especial nem de permissão nossa. O que ela construir é dela.

No que a gente acredita

A igreja em células é movimento, não monumento.

Por isso quase tudo no célula.in acontece na mão de quem vive aquilo.

O líder planeja a multiplicação, o supervisor aprova, e ninguém precisa esperar a segunda-feira para que a estrutura da igreja acompanhe o que já aconteceu na prática.

Tirar burocracia não é cuidar menos, é liberar gente para cuidar.

Quando a secretaria para de digitar, ela volta a atender pessoas. Esse sempre foi o ponto. Não é sobre reduzir equipe, é sobre devolver a equipe para o trabalho que só gente faz.

Número existe para enxergar gente.

Relatório, meta e indicador são úteis, e o célula.in tem todos eles. O que muda tudo é o motivo.

Uma frequência em queda não é um número ruim no painel, é alguém que parou de aparecer e talvez ninguém tenha notado ainda.

Medir para cuidar é pastoral. Medir para cobrar é outra coisa.

Suporte humano

Sem bot, sem inteligência artificial, sem resposta pronta.

Quem lê a sua mensagem e quem responde é uma pessoa que conhece o aplicativo e conhece a rotina de uma igreja em células.

E vale para todo mundo que abre o célula.in, em qualquer plano. Líder, supervisor, pastor ou secretaria, ninguém precisa de intermediário para tirar uma dúvida ou resolver um problema na hora em que ele aparece.

Somos apenas uma peça.

O célula.in é apenas uma peça que contribui para o crescimento da igreja. Quem cuida de gente é gente. O aplicativo só tira da frente o que atrapalha esse cuidado.

O aplicativo acompanha as igrejas, não o contrário

O célula.in nasceu de três lados conversando, e continua assim.

A maior parte do que entra no aplicativo começa numa conversa de suporte, num pedido de supervisor, numa dificuldade que um líder relatou. A gente ouve, agrupa o que se repete e prioriza.

Quando uma ideia não entra, dizemos que não entra, e explicamos por quê. Um não sincero vale mais do que um sim que nunca chega.

Cada mudança é publicada no nosso changelog, em português e sem jargão, porque a igreja tem o direito de saber o que mudou no aplicativo em que ela confia a vida dos seus grupos.

Igreja em células muda. O aplicativo muda junto.

Quem criou o célula.in

Fabrício Tavares. Veio da estatística e da visualização de dados. Também liderava célula, e foi quem propôs, no meio de um culto, sentar e construir alguma coisa para a igreja.

André Gonzaga. Formado em computação. Era líder de célula quando abriu o sistema antigo e decidiu que dava para fazer melhor. Iniciou a primeira conversa que deu origem a tudo.

Alexander Reis. Posteriormente, chegou da secretaria de células da Central, onde viveu na pele quase todos os processos que fazem uma grande igreja em células funcionar. É quem traz para a mesa o que as igrejas precisam.

Nenhum dos três é de fora do assunto. Todos lideraram célula, consolidaram gente, organizaram evento na correria e já resolveram problema de secretaria em cima da hora. É por isso que a gente fala a mesma língua de quem usa o célula.in.

Roberto Bottrel, in memoriam

Nada disso teria acontecido sem o pastor Roberto Bottrel.

Ele nunca teve vínculo com a empresa. Teve algo mais raro: sonhou junto. Foi ele quem abriu a porta do gabinete, quem ligou pontas que não se conheciam, quem levou a ideia para os outros pastores e para a equipe técnica da igreja, e quem sustentou o projeto quando ele ainda não tinha nome nem uma linha de código escrita.

Em toda conversa sobre o andamento do projeto, ele falava a mesma coisa, com a mesma vontade: que saísse dali algo realmente bom para a igreja.

O Roberto partiu em dezembro de 2023. O célula.in existe porque ele acreditou primeiro.

A gente ama a igreja, e ama a igreja em células.

Foi assim que isso começou, e é assim que a gente continua. Cada funcionalidade nova nasce de uma igreja de verdade, com um líder de verdade tentando cuidar de alguém.

Conte sempre com a gente.

Atualizado em 20 de agosto de 2026