Uma dinâmica para célula é uma atividade curta, com objetivo, tempo e material definidos, que prepara o grupo para a lição ou para o momento que a reunião pede.
Aqui estão as que a gente recomenda, separadas pelo momento da célula, e as que não recomendamos, com o motivo.
Cada coleção traz só o que funciona naquele momento, e explica o que muda.
Três para começar, uma para cada momento de grupo. Cada uma com tempo, material, desenvolvimento e conclusão.
Uma cadeira vazia no círculo, uma pergunta sobre quem já não está mais, e uma oração por quem ainda vai chegar.
Formato: presencial Momento do grupo: ainda se conhecendo Ver a dinâmica DinâmicaUma pergunta leve e uma mais funda, na mesma rodada. É na segunda resposta que a reunião acontece.
Formato: presencial ou on-line Momento do grupo: já entrosado Ver a dinâmica DinâmicaCada um ouve como aparece para o grupo, e descobre se aquilo ainda é ele ou só o papel que faz.
Formato: presencial ou on-line Momento do grupo: confiança para confronto Ver a dinâmicaUma boa dinâmica para célula precisa de três coisas: um objetivo ligado à lição ou ao momento do grupo, um tempo que caiba na reunião e um fechamento que transforme a atividade em conversa. Comece com uma história curta, crie uma atividade de que todos participam e não deixe ninguém só assistindo.
Com visitante funciona o que não obriga ninguém a se expor: pergunta que qualquer pessoa responde sem contar a própria vida, atividade que não depende de conhecer a igreja, e nenhuma roda de apresentação. Na dúvida, escolha uma dinâmica marcada como “ainda se conhecendo”. Essa marcação existe para proteger quem chegou hoje.
Vale também designar uma pessoa do grupo só para cuidar de quem chegou: receber na porta, sentar ao lado, explicar o que vai acontecer antes de acontecer. Em reunião cheia o líder não dá conta de todo mundo, e é justamente na reunião cheia que o visitante se sente menos visto. As duas marcadas assim nesta área: A cadeira que ficou e O mapa de cinco.
As que expõem alguém sem que a pessoa tenha escolhido, as que dependem de ler ou escrever bem na frente dos outros, e as que demoram mais do que a reunião aguenta. Três exemplos que circulam há anos, e o que fazer no lugar de cada um.
Cola-se em cada pessoa um papel com um defeito, e o grupo conversa com ela conforme o rótulo. A explicação bonita do final não desfaz o que a pessoa sentiu durante, e quem já se sente de fora sai pior do que entrou.
No lugar: O papel que eu faço aqui, que trata de imagem e identidade sem colar defeito em ninguém.
Cada um capricha quinze minutos num desenho e é mandado amassar e jogar fora, para ilustrar a indiferença. O ponto é verdadeiro, mas o preço é constranger de propósito, e quem mais se dedicou é quem mais sente.
No lugar: uma pergunta simples sobre uma vez em que ninguém deu valor a algo que você fez. Chega ao mesmo lugar sem sacrificar ninguém.
Alguém se joga de olhos fechados para o grupo segurar. Tem risco físico de verdade, obriga contato físico que nem todo mundo quer, e transforma confiança em teste público. Confiança em célula se constrói com constância, não com queda.
No lugar: Duas perguntas em vez de uma, que aprofunda sem encenação.
Quebra-gelo é uma pergunta simples, respondida em um minuto por pessoa, que abre a reunião e ajuda todo mundo a ficar à vontade. Dinâmica é uma atividade completa, com desenvolvimento, conclusão e fechamento, que serve a um objetivo do grupo. Todo quebra-gelo é curto; nem toda dinâmica é. Na prática, o quebra-gelo é a menor dinâmica que existe.
Um quebra-gelo pede cerca de um minuto por pessoa. Uma dinâmica completa, entre quinze e vinte e cinco minutos. E vale fazer a conta antes: num grupo de doze, se cada um falar cinco minutos, só a abertura come uma hora da reunião. Por isso cada dinâmica desta área traz o tempo estimado ao lado do material.
Na maioria das igrejas ela abre a reunião, porque prepara o grupo para o que vem depois. Mas o lugar certo depende do objetivo: dinâmica de descontração funciona na chegada, e dinâmica de reflexão rende mais perto da palavra, quando o grupo já aqueceu. O que não funciona é encaixar por obrigação, sem ligação nenhuma com a noite.
Não. A passagem entra quando o paralelo existe de verdade dentro do texto, e fica de fora quando seria só enfeite. Versículo forçado é pior que nenhum: o grupo percebe, e a Escritura vira acessório. Nesta área, algumas dinâmicas trazem passagem e outras não, e isso é decisão de propósito, não esquecimento.
Dê permissão para passar a vez, sem insistir e sem ficar olhando. Quando os outros terminarem, pergunte de novo, com leveza: a maioria responde na segunda chance. Quem se recusa sempre pode estar precisando de atenção em particular, não de pressão na roda. Dinâmica existe para incluir, e obrigar alguém a participar produz o contrário.