Dinâmicas e quebra-gelos

Dinâmicas fáceis para célula

Dinâmica fácil para célula é a que não pede nada comprado, nada montado antes da reunião e nada que alguém precise lembrar durante a semana. As sete abaixo usam o que já está na sala ou no bolso das pessoas, com o tempo e o material de cada uma.

  1. 1. Dois minutos de resposta
  2. 2. As portas sem chave
  3. 3. O modo silencioso
  4. 4. Os cinco primeiros minutos em casa
  5. 5. A hora que o despertador toca
  6. 6. A pergunta virada para baixo
  7. 7. Quem te trouxe aqui

Quer guardar as sete dinâmicas? A gente te manda um PDF por e-mail, sem custo e sem conversa comercial.

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1. Dois minutos de resposta

Quando usar: Grupo já entrosado
  • Tempo cerca de 15 min
  • Material o celular de cada pessoa
  • Formato presencial ou on-line

Todo mundo ali tem pelo menos uma mensagem que não respondeu, de alguém que mandou e ficou esperando. Quase nunca é má vontade: é aquela mensagem que dava trabalho responder e foi ficando para depois. A dinâmica pega uma dessas e resolve na hora.

Antes de começar, deixe claro que ninguém vai mostrar a tela, dizer o nome de quem está do outro lado nem contar o assunto. É o que faz cada um escolher a mensagem que está mesmo esperando resposta, e não a que daria para mostrar ao grupo. Quem estiver sem o celular ali, ou preferir não mexer no dele, fica com os dois minutos em silêncio. Ninguém insiste e ninguém pergunta por quê.

Cada um abre as mensagens e procura a mais antiga que ainda não respondeu. Marque dois minutos. Nesse tempo todos respondem ao mesmo tempo, em silêncio, e quem terminar antes vira o celular para baixo e espera, para ninguém sentir pressa.

Na chamada on-line, todos desligam a câmera pelos dois minutos e voltam com ela ligada. Quem está na chamada pelo próprio celular sai da tela nesse tempo, e ninguém estranha.

Quando o tempo acabar, faça uma pergunta só, e ela não é sobre a mensagem: há quanto tempo aquilo estava esperando? Cada um responde só com o tempo: dois dias, três semanas, um mês. Sem contar a história.

Aquela mensagem que você não respondeu há algum tempo coube em dois minutos. Não foi por falta de tempo, faltou tomar uma decisão. E enquanto ela ficava sem resposta, alguém do outro lado ficava tirando as próprias conclusões do silêncio, porque não responder também é uma resposta, e ela diz que aquilo podia esperar. Agora, do outro lado dos celulares desta sala, tem gente recebendo uma resposta que já tinha desistido.

E nenhum motivo justifica deixar alguém sem resposta, porque sempre dá para responder rápido, não na hora, mas na primeira pausa que aparecer. “Não consigo te responder hoje”, “preciso pensar”, “me lembra disso na semana que vem”. Isso é respeito, e leva dez segundos. Pensa em como você fica quando é você do outro lado.

O texto não fala de recusa, fala de adiamento. Não mande o outro voltar amanhã se dá para resolver hoje (Provérbios 3.27-28, NVI). “Depois eu respondo” é a versão de bolso do “volta amanhã”.

Cada um diz em uma palavra o que costuma fazer ele demorar para responder. Cansaço, esquecimento, medo do que vem depois. Ninguém explica e ninguém comenta. Depois cada um ora em silêncio, no seu lugar, com essa palavra na mão: Espírito Santo, me mostra por que eu trato as pessoas assim. Você encerra em voz alta quando a sala estiver pronta.

O que faz a dinâmica funcionar é a sala nunca falar do conteúdo das mensagens, só do tempo que elas esperaram. A diferença entre esse tanto de tempo e os dois minutos é o ponto inteiro, e ela só aparece se ninguém contar quem era nem o que respondeu. A vontade natural de quem conduz é justamente pedir os relatos, e é isso que acaba com a dinâmica: a sala passa a falar de gente que não está ali e o contraste se perde no meio das histórias.

Durante a semana, responder na hora, nem que seja para dizer que não dá para responder agora. “Estou no trabalho, te respondo à noite” já tira a pessoa da espera.

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2. As portas sem chave

Quando usar: Grupo ainda se conhecendo
  • Tempo cerca de 20 min
  • Material o que cada um tiver no bolso, e um punhado de coisas pequenas que já estejam na sala
  • Formato presencial

O grupo fica sentado em volta de uma mesa, ou em roda com um espaço livre no meio do chão, porque é ali que tudo acontece. Diga no começo que ninguém precisa falar de chave nem de lugar que não queira, e que o que estiver no bolso e você não quiser mostrar continua no bolso. Ninguém vai esvaziar bolso de ninguém.

Cada um põe na frente de si o que tem no bolso e que abre alguma coisa: a chave de casa, o crachá do trabalho, o cartão do prédio, o controle do portão, o celular, que hoje abre porta e abre carro. Junte no meio um monte de coisas pequenas que já estiverem por ali, umas três ou quatro para cada pessoa: moedas, tampas, clipes, feijões, o que houver.

Agora cada um fala na sua vez. Cada pessoa diz um lugar onde entra toda semana e que não pede chave nenhuma. O trabalho, a casa da mãe, a academia, a casa de um amigo, a sala onde vocês estão agora. A cada lugar dito, a pessoa pega uma coisinha do meio e coloca ao lado do que ela pôs na frente dela. Dê quantas rodadas forem precisas, até acabarem as coisinhas do meio.

Quando parar, peça que todos olhem a mesa e comparem o que saiu do bolso com o montinho que cresceu ao lado.

Por último: cada um pega uma coisinha do próprio montinho, e não o que saiu do bolso, e segura na mão, escolhendo o lugar em que as pessoas do outro lado nunca ouviram você falar de fé. Ninguém diz qual é, ninguém explica, ninguém comenta a escolha do outro.

O que abre porta são duas ou três coisas, e o montinho do lado costuma ficar bem maior. Quase todo lugar onde alguém é esperado toda semana não pede chave, pede que a pessoa já seja de casa ali. É onde a vida acontece, e pode ser exatamente onde ninguém sabe no que você acredita.

O homem que Jesus acabou de libertar pede para ir junto, e é a única vez em que Jesus recusa alguém que quer segui-lo. Manda ele voltar para casa, para os seus, e contar o que aconteceu (Marcos 5.19, NVI). O lugar mais difícil não era a viagem, era a rua onde todo mundo já o conhecia.

Cada um continua com a coisinha na mão e quem se sentir à vontade ora em voz alta por todos aqueles lugares ao mesmo tempo, sem nomear nenhum. Quem quiser dizer o nome de uma pessoa daquele lugar, diz. Quem não quiser continua calado, e ninguém pergunta depois.

Terminada a oração, as coisinhas voltam para o meio da mesa e cada um pega o que é seu de volta. Ninguém sai da sala com nada que não veio com ele.

O valor está no contraste entre os dois montinhos, e ele só aparece se as rodadas continuarem até as coisinhas acabarem. Se quem conduz encerrar na primeira rodada para poupar tempo, cada pessoa fica com uma ou duas coisinhas, a diferença some e sobra uma conversa sobre chaves.

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3. O modo silencioso

Quando usar: Grupo ainda se conhecendo
  • Tempo cerca de 20 min
  • Material o celular de cada pessoa
  • Formato presencial

Ninguém ali está com o telefone no volume alto. A gente silencia para não atrapalhar, no trabalho, no culto, na reunião, e depois esquece que silenciou. Esta dinâmica é sobre o que passa enquanto o telefone está assim.

Antes de começar, deixe claro que ninguém vai mostrar a tela para ninguém e que ninguém vai ler mensagem em voz alta. O telefone só sai do lugar na hora em que você pedir.

Peça que todos ponham o telefone no silencioso agora, ali na frente de todo mundo, e deixem virado para baixo. No silencioso, nunca no modo avião: o telefone continua recebendo tudo, só não avisa.

Com os telefones virados, siga a reunião em outro assunto por uns minutos. Nesse meio tempo, sem avisar nada, mande uma mensagem sua para gente da sala, uma pessoa de cada vez, copiando e colando o mesmo texto. Se a célula for pequena, mande para todo mundo; se for grande, escolha alguns, e ninguém precisa saber quem. A mensagem é curta e tem pressa dentro: “preciso muito da sua ajuda com uma coisa, me responde assim que ler”.

Então peça que todos peguem o telefone ao mesmo tempo e olhem. Quem tiver mensagem sua levanta a mão, sem ler nada em voz alta.

Aí a pergunta, uma só, para quem levantou a mão: se eu não tivesse pedido para olhar agora, quando é que você ia ver essa mensagem?

O telefone não estava desligado. Ele recebeu tudo, na hora em que foi mandado, e só não avisou. Ninguém perdeu a mensagem por estar longe, perdeu por estar no silencioso, a dois passos de quem chamou.

O silencioso do dia a dia não é falta de fé em Deus. É o que faz a gente perder a percepção do Espírito Santo falando, e ele fala nas coisas miúdas, o jeito de responder dentro de casa, atender ou não atender uma ligação, e fala nas grandes também, uma decisão no trabalho, ir ou não ir a um lugar, fazer ou não fazer uma viagem. Deus não parou de falar. O aviso é que anda desligado.

Elias espera Deus no vento que rachava as montanhas, no terremoto e no fogo, e não era em nenhum dos três. Depois de tudo veio um suave murmúrio, e era ali (1 Reis 19.11-12, NVI). O que chega sem barulho é justamente o que não toca no telefone de ninguém.

Antes de orar, pergunte se alguém quer contar uma vez em que estava decidido a fazer uma coisa, percebeu Deus falando e não fez, e depois viu que não fazer foi a melhor decisão que tomou. Um caso só, de quem quiser. Se ninguém disser nada, siga em frente e não insista.

Depois ponha um louvor para tocar, do jeito que a sua célula já faz, e a oração é em silêncio, cada um no seu lugar, pelo tempo da música. Cada um coloca diante de Deus o que já percebeu que anda no silencioso nele, a insensibilidade que ele reconhece, a percepção que anda faltando. Quando a música acabar, a oração acabou, e ninguém precisa dizer nada.

Ela funciona porque a sala não sabe que uma mensagem está a caminho. É o não saber que faz a descoberta valer, e por isso quem conduz não avisa antes nem fica perguntando se todo mundo silenciou mesmo: se a sala desconfiar, todo mundo fica de olho no telefone, ninguém perde nada e não sobra dinâmica nenhuma.

E é o silencioso, nunca o modo avião. No modo avião a mensagem não chega, e o ponto é exatamente que ela chega.

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4. Os cinco primeiros minutos em casa

Quando usar: Grupo já entrosado
  • Tempo cerca de 15 min
  • Material nenhum
  • Formato presencial

Combine antes: ninguém vai explicar nem justificar o que fez, e quem não quiser ficar de pé faz os mesmos gestos sentado, do jeito mais discreto que quiser. Ninguém insiste com ninguém.

Peça que todos fiquem de pé, espalhados pela sala, virados para direções diferentes. Diga que aquele instante é o momento em que cada um passa da porta para dentro de casa, num dia comum. Em silêncio e ao mesmo tempo, cada um repete os cinco primeiros minutos de quando chega em casa, do jeito que isso acontece de verdade. Tirar o sapato, largar a bolsa, acender a luz, abrir a geladeira, olhar o celular, sentar. Sem falar, sem representar para os outros, no ritmo de cada um.

Depois de uns dois minutos, peça que parem onde estão e olhem em volta. Cada um está parado no meio da própria casa, e tem tanta casa acontecendo ali quanto gente na sala.

Então faça uma pergunta só: em algum momento desses cinco minutos você falou com alguém?

A sala inteira acabou de repetir uma cena que acontece quase todo dia, e pode ser que não tenha mais ninguém nela. Não é solidão, é rotina. Mas é a mesma rotina que pode fazer alguém chegar na célula sem ter dito uma frase inteira para ninguém desde a manhã.

Ainda de pé, cada um escolhe um dos gestos que acabou de fazer e o grupo ora ali mesmo, de pé, cada um no seu canto da sala, sem roda e sem ordem de fala.

O gesto escolhido vira, por esta semana, o lugar da própria oração. Trinta segundos, no mesmo gesto, todo dia.

Quem mora com alguém tenta, uma vez na semana, que esses cinco minutos incluam uma pergunta a essa pessoa. Quem mora sozinho manda uma mensagem de voz a alguém dentro desses cinco minutos.

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5. A hora que o despertador toca

Quando usar: Reunião cheia
  • Tempo cerca de 15 min
  • Material nenhum
  • Formato presencial ou on-line

Todo mundo fica sentado onde já está. Antes de começar, deixe claro: ninguém explica a própria rotina, ninguém comenta a dos outros e ninguém pergunta o motivo de nada. Quem não usa despertador usa a hora em que costuma acordar.

Dê uma rodada rápida de palpites: cada um chuta em voz alta há quantas horas a pessoa sentada do lado dele está acordada. Só o número, sem explicar por que acha. Doze, dezesseis, dezoito. E uma regra: ninguém diz nada sobre quem já conhece a rotina. Marido e mulher, mãe e filho, gente que mora na mesma casa, aí não é palpite, é resposta. Nesses casos, troque o par antes de começar. Na chamada on-line, quem conduz dita os pares.

Aí, um de cada vez na roda, cada um diz a hora em que o despertador dele toca num dia comum e, em seguida, há quantas horas está acordado agora. A conta é de cada um, e é rápida: do despertador até este momento. E é aí que o palpite volta: quem chutou doze e ouviu dezessete acabou de descobrir uma coisa sobre alguém que vê toda semana.

A célula começa no mesmo horário para todo mundo, mas ninguém chega do mesmo jeito. Quem acorda mais cedo pode chegar quieto, e isso não tem nada a ver com vontade de estar ali. O grupo pode nunca ter sabido disso porque nunca perguntou.

A rodada acabou de mostrar que a semana de cada um ali é mais pesada do que a sala imaginava. Então o grupo combina uma coisa só, ali na hora, para fazer junto fora da reunião: um piquenique, uma tarde de bicicleta com as crianças na praça, uma caminhada, um fim de semana na casa de alguém, o que couber na agenda do grupo. Marca o dia antes de sair do lugar, e quem acorda mais cedo tem a última palavra.

E se fizer sentido, trocar o horário da célula, ou até o dia. Adaptar a célula para a realidade das pessoas pode ser necessário.

O que faz a dinâmica funcionar é o erro do palpite. Ouvir a hora de todo mundo, sozinho, é conversa sobre horário. O que muda o jeito como a sala enxerga aquilo é o número dito pela pessoa colado no chute que alguém deu sobre ela. Se quem conduz pular a rodada de palpites para ganhar tempo, sobra a conversa e some a descoberta.

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6. A pergunta virada para baixo

Quando usar: Grupo já entrosado
  • Tempo cerca de 25 min
  • Material papel e caneta para cada participante
  • Formato presencial

O grupo fica sentado com alguma coisa à frente onde o papel possa ficar virado para baixo e à vista: uma mesa, uma bandeja, um banco, ou o assento ao lado de cada um. Distribua papel e caneta. Uma regra sustenta a dinâmica inteira, e ela é dita antes de o papel chegar na mão de alguém: papel virado para baixo não é aberto, não é comentado e não é contado.

Cada um escreve uma pergunta que gostaria que alguém fizesse a ele e que ninguém faz. A pergunta, não a resposta. Se ajudar, dê exemplos curtos e comuns: como está o trabalho novo, como está a sua mãe, como foi a consulta.

Cada um põe o papel na frente de si, virado para baixo. Dê um instante de silêncio com a mesa assim, toda ela coberta de perguntas que ninguém faz.

Então explique como vai ser, antes de a primeira pessoa começar: na sua vez, cada um decide se vira o papel ou não. Quem virar entrega o papel para a pessoa do lado, e é ela quem faz a pergunta em voz alta, olhando para quem escreveu. É isso que a dinâmica tem para dar: a pergunta que ninguém te faz, alguém finalmente faz.

Só depois de ouvir é que o dono responde, se quiser responder. Quem preferir não virar diz “passo”, deixa o papel onde está, e passa para o lado. Uma vez só, sem segunda rodada.

A mesa termina com papéis virados e papéis abertos, e as duas coisas dizem alguma coisa. Ninguém precisou pedir atenção e ninguém precisou se expor para ser cuidado. O grupo passa a saber que existem perguntas ali que ninguém está fazendo, mesmo sem saber quais são.

O homem está há trinta e oito anos deitado à beira do tanque, e a primeira coisa que Jesus faz não é curar, é perguntar se ele quer ser curado (João 5.6, NVI). Dava para presumir a resposta. Ele preferiu ouvir o homem dizer.

Os papéis virados continuam virados e vão embora com os donos. Ninguém recolhe. Quem fez a pergunta de alguém ora por essa pessoa, pelo nome, do jeito que quiser orar. Pelos papéis que continuaram virados quem ora é você, sem saber o que está escrito neles, e o grupo acompanha em silêncio.

A possibilidade real de não virar o papel é o que faz a dinâmica funcionar: é ela que dá segurança para quem vira. A tentação de quem conduz é pedir que todos virem, porque a mesa fica melhor assim, e é exatamente o que estraga, porque se virar passar a ser esperado deixa de ser escolha.

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7. Quem te trouxe aqui

Quando usar: Grupo recém-multiplicado
  • Tempo cerca de 15 min
  • Material nenhum
  • Formato presencial

Toda célula é feita de convites que vieram um atrás do outro. Alguém chamou alguém, que chamou outra pessoa, e foi assim que a sala encheu. Esta dinâmica desenha essa corrente no chão.

Antes de começar, deixe claro que quase toda fila termina em alguém, e que isso vale para o grupo inteiro, inclusive para quem conduz. Estar no fim da fila não quer dizer que a pessoa se importa menos. Quem preferir responde sentado, e a fila se forma em volta. É por isso que você entra primeiro e sozinho: a sala vê logo de saída que começar uma fila incompleta não tem nada de vergonhoso.

Abra um espaço livre no meio da sala, grande o bastante para várias pessoas ficarem de pé uma atrás da outra, e mantenha todo mundo sentado até ser chamado. Comece por você: fique de pé no meio e diga o nome de quem trouxe você para a célula. Se essa pessoa não está ali, você fica sozinho, e a primeira fila da noite já começa incompleta.

Depois vai um de cada vez. Quem foi convidado por alguém que está na sala levanta e fica atrás dessa pessoa. Quem foi convidado por alguém que não está mais no grupo diz o nome em voz alta e começa a própria fila, e quem não quiser dizer o nome fala só que foi alguém que não está mais aqui, e começa a fila do mesmo jeito. Quem chegou sem convite de ninguém diz quem foi a primeira pessoa que falou com ele naquele primeiro dia, e fica atrás dela. Em poucos minutos a sala vira duas ou três filas, e sobra gente de pé sozinha.

Quando ninguém mais tiver onde ficar, peça que todos olhem a sala e contem quantas filas se formaram e quanta gente ficou de pé sozinha.

A célula não é um grupo que cresceu, é uma corrente de convites, e o desenho dela está no chão da sala. Toda fila termina em alguém, e terminar não é falha. É só o ponto onde a corrente ainda não continuou.

André encontra Jesus e a primeira coisa que faz é ir atrás do próprio irmão para contar que encontraram o Messias, e então leva Simão até ele (João 1.41-42, NVI). A igreja começa com alguém indo buscar uma pessoa pelo nome.

Sem ninguém sair do lugar, o grupo agradece. Nessa oração ninguém pede nada: é só gratidão, por quem convidou, por quem insistiu, por quem orou para aquela pessoa estar ali. Cada um agradece em silêncio, e quem quiser dizer em voz alta o nome de quem trouxe ele, diz. Ninguém pergunta depois de quem ficou calado.

Quem foi convidado manda hoje mesmo uma mensagem de agradecimento para quem trouxe ele, esteja essa pessoa na sala ou não. Só isso, sem pedir nada.

Quem disse um nome durante a dinâmica faz o convite durante a semana. Na reunião seguinte, a pergunta é como foi a conversa, e não se a pessoa veio.

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O que faz uma dinâmica ser fácil de aplicar

Fácil não é sobre o que acontece na reunião, é sobre o que ela cobra de quem conduz antes de começar. São três cobranças, e uma dinâmica fácil não faz nenhuma delas.

Nada para comprar

Se depende de cartolina, barbante, balão ou impressão, alguém vai ter que sair de casa mais cedo. O que já está na sala e o que já está no bolso das pessoas não custa nada e não atrasa ninguém.

Nada para montar antes

Quatro das doze dinâmicas publicadas aqui pedem uma montagem antes de as pessoas chegarem, e é justamente ela que some nesta coleção: nenhuma das sete pede que a sala esteja pronta antes de as pessoas chegarem.

Nada para lembrar durante a semana

Dinâmica que só funciona se todo mundo tiver feito a lição de casa costuma morrer na quarta-feira. Nesta página, o que atravessa a semana é sempre o Desafio, que ninguém é obrigado a fazer, e nunca a dinâmica em si.

Qual usar conforme a sua reunião

Grupo já entrosado

Gente que já se conhece aguenta pergunta que faz a pessoa olhar para si mesma, e é onde a dinâmica fácil rende mais, porque o grupo não precisa de aquecimento. Nesta página, as dinâmicas 1, 4 e 6.

Grupo ainda se conhecendo

Aqui o objeto faz o trabalho que a intimidade ainda não faz: as pessoas falam de lugares e de coisas, não de si mesmas. Nesta página, as dinâmicas 2 e 3.

Grupo recém-multiplicado

O grupo é novo e ninguém sabe ainda quem convidou quem. A desta faixa desenha isso no chão da sala. Nesta página, a dinâmica 7.

Reunião cheia

Sala cheia pede dinâmica que não dependa de cada um falar na sua vez. Nesta página, a dinâmica 5.

Perguntas frequentes

É a que o líder consegue rodar sem comprar nada, sem montar nada antes da reunião e sem depender de material que ninguém tem em casa. O que ela usa já está na sala ou no bolso das pessoas: o celular, a chave ou o crachá do bolso, um objeto pessoal, papel e caneta. Fácil é sobre o preparo, não sobre a profundidade do que acontece na noite.

Dá, e a maioria das boas é assim. O que não dá é conduzir sem ter lido. Nenhuma das sete desta página pede preparação, e todas pedem que quem conduz saiba de cor a regra que é dita antes de começar e a pergunta do fim. Ler uma vez no caminho da reunião costuma bastar.

Não. O que costuma deixar uma dinâmica fraca é o grupo fazer uma atividade e nada mudar de sentido no meio do caminho. Isso não tem relação com o material. As sete desta página pedem pouco e mesmo assim têm um momento em que o que o grupo acabou de fazer significa outra coisa.

Escolha uma que use só o que as pessoas já trazem e que tenha uma pergunta única no fim, para você não ter que improvisar na hora. Nesta página, “Dois minutos de resposta” e “Os cinco primeiros minutos em casa” são as que menos pedem: quinze minutos as duas, sem nada para levar.

Atrapalha quando o celular entra sem combinação e cada um vai para um lado. Quando ele é o material da dinâmica, com tempo marcado e uma regra dita antes, o efeito é o contrário: a sala inteira faz a mesma coisa ao mesmo tempo e depois larga o aparelho. Duas das sete usam o celular assim, e as duas dizem quando ele volta para o bolso.

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